segunda-feira, 14 de setembro de 2009

OS PREFEITOS E OS PARTIDOS : UMA PIADA...

O prefeito de Santa Cruz, Péricles Rocha, dá um lindo exemplo de como funciona o caciquismo, fisiologismo, coronelismo e outros ismos. Ele é do PSDB, inimigo do PSB, mas já avisou, em alto e bom som, que vota em Iberê, que é do PSB e vice-governador, além de "coronel" das terras de Santa Cruz.
Já o ex-prefeito Tomba abandonou o PTB pelo PSB. Tomba é pretendente a deputado estadual e também faz parte do bloco dos apoiadores de Iberê.

R$ 900 MILHÕES PRO JUDICIÁRIO...QUE MARAVILHA!!

Fonte: Sindicato dos Bancários da Bahia.
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ww.bancariosbahia.org.br/fotos/charges


Na sociedade capitalista a luta por aumentos de renda é vista como "luta de classes". Os trabalhadores fazem greve, se esgoelam, negociam, volta e meia levam borrachada da polícia...e ganham pequenos aumentos....quando ganham.


Um segmento dessa sociedade, entretanto, tem poderes quase divinos. São os membros do Judiciário. Como eles fazem isso? Simples...usam dos seus vastos conhecimentos para, dentro das brechas estabelecidas por eles mesmos, obterem vantagens. E não são poucas.
Neste ano, por exemplo, os magistrados federais receberam uma excelente notícia. Em 2010 vão receber mais R$ 900 milhões. Nada ilegal. Tudo na letra da lei. Vamos tentar...tentar explicar.
Em 1992 uma lei garantiu ISONOMIA entre os salários do STF, ministros e parlamentares. Para "compensar" a diferença de remuneração entre os ministros e parlamentares, o STF estabeleceu um montante para ser pago e equilibrar a diferença. Em 1999 a Associação dos Juízes Federais (AJUFE), fazendo jus ao seu caráter corporativo, entrou com um MANDADO DE SEGURANÇA reivindicando a INCORPORAÇÃO do valor do auxílio-moradia (R$ 3.000,00), ao montante estabelecido sete anos antes.
Naquela época o Procurador-Geral da União deu paracer CONTRÁRIO ao pleito da AJUFE, justificando que o auxílio-moradia tinha o caráter INDENIZATÓRIO e, por isso, não poderia ser entendido como parte de vencimento.
Em 2000 o STF acatou a argumentação da AJUFE. Que maravilha!! A dívida começou a ser paga em 2008 e agora o Governo decidiu DISCRIMINAR, via orçamento, esse pagamento. Quanto já foi pago? Nem os conselhos do Judiciário, que receberam, sabem. Viva o Judiciário!!!
Vejam a distribuição do valor a ser (ou já foi?) desembolsado:
Tribunal Superior do Trabalho (TST)...............................R$ 636,7 milhões
Ministério Público Federal (MPF).....................................R$ 91,0 milhões
Justiça Federal de Primeiro Grau.....................................R$ 68,0 milhões
Tribunal Superior Eleitoral (TSE)....................................R$ 47,1 milhões
Justiça Militar da União (JMU)........................................R$ 36,5 milhões
Tribunal de Justiça do DF e Territórios..........................R$ 24,0 milhões
Superior Tribunal de Justiça (STJ).................................R$ 3,4 milhões

MARINA A CAMINHO DA DIREITA?



Marina e os Tucanos

Regina Abrahão *

Depois do programa do Partido Verde - PV, assisti o filme "O Dia que a Terra Parou". Concluí, então, que os verdes do Brasil não consideram o ser humano com caracteríscas viróticas, portanto não pensam em varrer a humanidade da face da Terra. Aliás o PV brasileiro está mais para PV alemão. O que me leva a pensar na reação que terá a ex-ministra durante a campanha eleitoral de 2010, caso tenha que, em algum momento, compartilhar palanque com o tucanato, como fez até agora seu líder Gabeira.

Adoro ficção. Antes tinha certo encabulamento para dizer isto; Hoje, do alto de meu meio século, assumo ser fã incondicional da boa ficção científica. Tenho coleções de Star Trek, Lost in Space, Star Wars, e filmes, como Star Gate, A máquina do Tempo, Os Doze Macacos e outros, que costumo rever de tempos em tempos.

Conto isto porque lembrei da refilmagem de "o dia em que a Terra parou". Belos efeitos, etc. O filme resume-se em apontar o comportamento virótico e destrutivo da humanidade no planeta. Portanto, quem precisa ser salva é a Terra, não o homem. Destruindo-se o homem, a Terra estará salva. São os setores que se dizem da vertente naturalista, mas que na verdade poderemos classificar como fundamentalistas ecológicos. Ao condenarem veementemente o antropocentrismo, todas e quaisquer medidas que possam causar alterações no ambiente natural, esquecem que a pior de todas as poluições, a miséria humana, que degrada homem e ambiente é a primeira a ser combatida.

E talvez desta postura que em princípio e para alguns possa ter beirado a ingenuidade surgem os desvios dos "verdes" no mundo, e agora, no Brasil. Porque deste naturalismo quase indígena de discurso inflamado é fácil pular para ações que não precisem de justificativas anti-capitalistas. O movimento destes "verdes" dispensava até agora referências ideológicas mais consistentes, já que seus líderes, de militância errática e confusa, a exemplo de Cohn-Bendit na Europa, ex- esquerdista, ex-anarquista, ex-Sourbone, atual direitista, e Gabeira, ex-esquerdista, ex-petista, atualmente verde-aliado-do-PSDB, não seriam nenhum modelo de seriedade ideológica.

A confusão estabelecida no seio do movimento ambientalista não é casual. Enfrentar a degradação ambiental e propor um novo modelo de sociedade significa repensar e remodelar toda a sociedade, acabar o modelo capitalista de produção e consumo. Por isto a ingerência o capital nesta área. Nada pode ser tão assustador ao capital quanto ameaçar seu modo de produção, seus excedentes, seus desperdícios. Hoje, além de comprar um produto, o consumidor compra também o sentimento de felicidade e o status de possuidor que este produto lhe confere. Quanto mais produtos, mais felicidade, mais status, mais lucro para o produtor, mais renda na cadeia toda envolvida de uma ponta até a outra.

Obviamente o capital não deixaria por menos. Ao partidarizar o movimento, fez com que ele se distanciasse dos partidos de esquerda. Ao invés da luta interna, isolou-se em disputas eleitorais e depois na vida partidária, perdendo o foco central. Os lobbies, as pressões, os acordos e eis o Partido Verde Alemão apoiando inclusive as Guerras humanitárias de Bush. No Brasil, Gabeira aliando-se ao PSDB. E o meio ambiente? A ministra Marina, quando viu-se contrariada, pediu para sair. Nascida no Acre, deveria ela saber que não é fácil lidar com o latifúndio, com o capital internacional, que Lula ganhou o governo mas o poder não veio inteiro de brinde.

E como o capital não brinca em serviço, eis aí nossa ex-ministra, quem sabe concorrendo em 2010, com seu discurso verde- cintilante, ao lado daqueles que ela mesma combateu por trinta anos. Assisti ao programa partidário do PV na TV para ter certeza. Não, Marina não estava deslocada. Ao contrário, estava maravilhada com a festa oferecida, mostrando o que restou do Acre, as fotos com Chico Mendes, contando sua trajetória de vida miserável de cabocla amazônica. Algumas tímidas palavras sobre a necessidade de saneamento básico, exaltações à floresta e muitas queixas. Muito mais promessas do que queixas. Quase uma plataforma. Lembrou, de leve Heloísa Helena. Pequena, magra, firme, contundente. O discurso um pouco mais leve, a menos agressiva. Marina, efetivamente, é melhor. Desta vez, a direita escolheu melhor.

Depois do programa do PV, assisti outra vez o filme O Dia que a Terra Parou. Concluí, então, que os verdes do Brasil não consideram o ser humano com características viróticas, portanto não pensam em varrer a humanidade da face da Terra. Aliás o PV brasileiro está mais para PV alemão. O que me leva a pensar na reação que terá a ex-ministra durante a campanha eleitoral de 2010, caso tenha que, e provavelmente terá, em algum momento, compartilhar palanque com o tucanato, como fez até agora seu líder Gabeira. Que cena...



* Funcionária pública, dirigente municipal do PCdoB de Porto Alegre, estudante de ciências sociais da UFRGS. Dirigente da Semapi - RS

Fonte : http://www.vermelho.org.br/coluna.php?id_coluna_texto=2479&id_coluna=32

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Interesses em choque na peleja do pré-sal

Embora abalado pela crise mundial do capitalismo, o neoliberalismo ainda não morreu. Revela-se vivo e atuante no apaixonado debate em curso sobre a exploração do pré-sal. Por intermédio da mídia, as forças conservadoras e de direita esgrimem velhos e surrados argumentos em defesa do "Estado mínimo" e dos interesses privados das multinacionais.
Por Wagner Gomes*
Reclamam os políticos e ideólogos neoliberais da suposta estatização e do retorno do monopólio público da exploração do petróleo do pré-sal, dois "pecados mortais" que estariam embutidos nos projetos encaminhados recentemente pelo presidente Lula ao Congresso Nacional. O governo propõe um novo marco regulatório para o setor, mudança do regime de exploração, criação da Pretosal, capitalização da Petrobras e instituição de um Fundo Social.
Estado forte
Capitaneados pelos tucanos, a direita tupiniquim faz de conta que nada aprendeu com a atual crise do capitalismo. Esta revelou, em cores dramáticas, a irracionalidade dos mercados capitalistas e despertou, em todo o mundo, a necessidade de fortalecer os Estados nacionais e promover uma enérgica e inédita intervenção governamental na economia para debelar a recessão e evitar um desastre maior. Convém lembrar, a propósito, que o governo Obama foi constrangido a estatizar a GM, para salvar da bancarrota a empresa que outrora foi o símbolo maior da vitalidade do capitalismo, fonte e exemplo maior do neoliberalismo. É a realidade que indica a necessidade de um Estado forte, interventor, em vez do frágil, inerte e falso Estado mínimo.
Na direção certa
Embora não contemple plenamente as demandas dos movimentos sociais, a proposta do governo Lula avança na direção certa. A mudança do regime de concessões para o de partilha garante a propriedade da União sobre o petróleo do pré-sal. A presença e o papel do Estado serão também reforçados pela criação da Petrosal. O Fundo Social poderá ser um instrumento fundamental para fazer frente à dívida social acumulada ao longo de cinco séculos de injustiças, exploração e opressão contra o sofrido povo brasileiro. É um caminho que sinaliza a reversão das perversas mudanças promovidas pelo governo neoliberal de FHC, que derrotou os movimentos sociais e as forças patrióticas e progressistas e conseguiu acabar com o monopólio estatal do petróleo e iniciou um processo de privatização da Petrobrás. O homem queria mudar até o nome da empresa para Petrobrax com o propósito de agradar os gringos.
Sentido estratégico
O x do problema, no caso, é o controle sobre a propriedade e a distribuição da riqueza entesourada pela Natureza no fundo do mar que, afinal, foi descoberta pela Petrobras. A apropriação deve ser social (pública) ou privada, a distribuição dos gordos excedentes que se espera extrair do pré-sal deve beneficiar a maioria ou o conjunto do povo brasileiro ou uma meia dúzia de grandes acionistas e capitalistas privados? Eis a questão. Não são meros argumentos que estão em jogo nesta peleja, que no fundo envolve e revolve grandes e poderosos interesses de classes, situados também fora do território nacional e além das 200 milhas marítimas teoricamente sob nossa soberania. O petróleo tem um sentido estratégico para a vida das nações, conforme sugerem acontecimentos como a guerra movida pelo imperialismo contra o Iraque e a reativação da 4ª Frota de Intervenção dos Estados Unidos, entre outros. A ingenuidade neste tema pode ser fatal. Políticos, economistas e ideólogos que combatem o fortalecimento do Estado, a propriedade social e o monopólio público do petróleo ecoam, na verdade, antigos interesses antinacionais e egoístas dos monopólios privados, que já se manifestaram com energia e foram derrotados nos anos 1950 na memorável campanha "O petróleo é nosso". É por esta razão que o neoliberalismo ainda não morreu e tampouco morrerá enquanto os interesses que representa e reflete prevalecerem como força dominante nas economias nacionais.
* Presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB)

NEVE EM NATAL : OBA !

Na busca por incrementar o turismo em Natal, a vereadora "Sargento" Regina (PDT) teve um idéia brilhante. Tornar o tema natalino como algo permanente no calendário turístico da nossa esburacada cidade. Como fazer isso? Ora bolas, criando neve artificial em locais e dias programados. Que idéia maravilhosa né? Tão maravilhosa que o secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico, Francisco Soares Lima Júnior, achou a idéia "fantástica".
Tenho medo das próximas idéias da nossa aguerrida vereadora......

OS VERDES SE ENCONTRAM


Micarla de Souza, prefeita-borboleta de Natal; Marina Silva, a ex-petista convertida em verde e o camaleônico Edvan Martins, conversando alegremente nas dependências do nosso virtuoso Senado Federal. Marina adiantou que a grande prefeita de Natal, que vem realizando uma administração opaca, será a "porta de entrada" para o Nordeste. Bela porta...